1. As pessoas – a cultura e hábitos são distintos dos que conhecemos em Portugal e há uma diferença abismal entre as classes sociais, o que torna o trabalho do arquitecto ainda mais interessante e desafiador, projectar para os extremos e encarar os dois com a mesma paixão, encontrando a forma que realiza com eficiência e beleza a síntese entre o necessário e o possível, tendo em atenção que essa forma vai ter uma vida, vai constituir circunstância.

  2. O espaço e lugar – espaço e lugar, para mim conceitos inseparáveis, penso que a percepção do que nos rodeia e do tempo em que vivemos é fundamental para se fazer arquitectura.

  3. O tempo – “velocidade” parece-me ser, o que hoje mais influência tanto o Homem e a sua percepção do mundo, como as suas acções e obras. A velocidade traduz-se por uma perda de afecto em relação ao espaço. Com toda esta urgência, tenho aqui uma maior percepção sobre os prazos para execução de projectos cada vez mais reduzidos, o tempo de resposta a alguns projectos é muito mais curto do que estava habituado. O que é um desafio enorme para o arquitecto, que tem de ter a sua “linha de investigação” segura e bem definida para que as suas obras não percam qualidade.

  4. Os materiais – domínio de técnicas de construção e materiais tradicionais, como “sillar” e “ladrillo” que convivem em harmonia com materiais contemporâneos como betão e aço.

 

Regresso a Portugal não faz parte dos planos num futuro próximo

 

O regresso a Portugal não está nos seus planos a curto prazo. “De momento não coloco a hipótese de regressar a Portugal num futuro próximo, com o objectivo de trabalhar em arquitectura. No México encontro um país em desenvolvimento com várias hipóteses para o meu crescimento a nível profissional e pessoal e quero aproveitar da melhor forma o que tem para me ensinar”, conclui o jovem arquitecto.