“Nós usamos a metáfora de casa na árvore para a estrutura e o conceito de unidade - a árvore que fornece uma estrutura de terra, enquanto as unidades são construídas livremente, seus ramos. As unidades são dispostas entre a malha estrutural, criando espaços abertos entre elas e relações espaciais distintas, criando um ambiente de comunidade para os usuários. Estes espaços abertos podem ser usados pela comunidade para churrascos, lugares de jogos para as crianças, para fazer exercício ou hortas comunitárias. A estrutura em ‘andaime’ proporciona flexibilidade aos usuários, enquanto esteticamente cria um quadro estrutural leve, tocando o solo em locais estratégicos. Liberando o espaço térreo cria um espaço público com uma grande variedade de usos, tais como, mercados públicos e um teatro para leituras e projecção de filmes”, explica.

 

A arquitectura tem uma linguagem universal

 

João Pedro Barbosa salientou ainda ao Diário Imobiliário como tem sido a sua primeira experiência além-fronteiras. O arquitecto reconhece que a adaptação a nível profissional não está a ser muito difícil, “a arquitectura tem uma linguagem universal. Trabalho com arquitectos com uma formação distinta, o que é muito enriquecedor, pela partilha de conhecimentos e ideias, reflexionando sobre a natureza da arquitectura e a essência e a vontade de ser das coisas, sempre com o objectivo de criar ambientes estimulantes aos sentidos do Homem, para o seu bem-estar, para lhe transmitir algo, ou até para o ensinar”.

 

O jovem arquitecto aponta quatro diferenças mais significativas entre o trabalho desenvolvido no México e em Portugal, as pessoas, o espaço e lugar, o tempo e os materiais: